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Marazul

Marazul

12
Set19

Reforço positivo

Maria

"Reforço positivo é toda aquela ação que busca incentivar e reconhecer o comportamento pretendido."

Em Portugal  tem, certamente, outro significado. 

Li algures que Rui Rangel, arguido por corrupção, tem em mãos o recurso do caso "Máfia do sangue" .

Júlio Loureiro, acusado de inúmeros  crimes no caso E- Toupeira, foi promovido a chefe de sessão criminal no tribunal de Guimarães ( não consegui comprovar a veracidade da informação).

Nada como ser criminoso para um reforço positivo!

 

08
Set19

A odisseia da B

Maria

O parto estava previsto para a última semana de setembro.

A B, apressada, decidiu que dia 7 era um excelente dia para enfrentar o mundo.

Dia 6 começou a manifestar pressa em nascer e conhecer o tão falado SNS.

Começou a odisseia!

Como a mãe tem residência em Lisboa, nada como a mais conhecida maternidade de Lisboa para nascer.

Às 21,30 chegamos. A sala de espera estranhamente vazia foi o primeiro alerta.

 Foi, prontamente, atendida e informada pela médica que o parto estaria para breve, porém, não poderia ser na MAC, estava encerrada, por falta de anestesistas, só reabria dia 7 às 21horas, se já estivesse em trabalho de parto, chamariam uma ambulância que a levaria para um hospital disponível, como não estava teria de ser ela a procurar.

Foi informando que a maternidade do hospital de  Santa Maria também estava encerrada. Sugeriu o hospital Beatriz Ângelo. Questionada se sabia de algum mais próximo, respondeu desconhecer.

Liguei para uma amiga, médica no Hospital Francisco Xavier, confirmou que o mesmo estava aberto e lá fomos.

Em conversa com um funcionário perguntei se não eram informados das maternidades abertas, respondeu que normalmente sabiam, mas que às vezes o serviço falhava.

Às 12h e 35 m, nasceu uma cidadã portuguesa. Espero que quando chegar a vez de ela contribuir para o aumento da população, Portugal seja um país desenvolvido e, não apenas, um país que, acidentalmente, fica situado na Europa.

Excerto de uma entrevista da ministra da saúde no Jornal Económico, a 5 de julho:

“Já disse isso. Não vai haver encerramento de maternidades por falta de ginecologistas/obstetras”, frisou a ministra da saúde, Marta Temido, no passado mês de junho. A responsável por esta pasta tem sido muito criticada com o potencial encerramento rotativo das urgências das quatro maiores maternidades de Lisboa, que, afinal, não vai acontecer.

Provavelmente a Senhora Ministra estava já em campanha quando proferiu tal afirmação!

12
Ago19

E esta hein !

Maria

Enquanto se discutiam golas e ajustes diretos entre famílias, pequenos escândalos domésticos, que punham a nu as fragilidades do estado,  o Sr. Costa andava a banhos e enviou os porta-vozes para nos  embalar com conversas vazias e repetitivas. 

Hoje, só é  preciso ligar um qualquer canal de TV e é  vê-lo ufano a mostrar a face prepotente do mesmo estado frágil de há uma semana. 

Com um ar muito seráfico vai debitando que o que o levou a "quase" anular a greve foi o interesse do país.  Mas, certamente, com os seus botões pensa - mais uns passos para a maioria absoluta! 

30
Jul19

Cinquenta e muitos mais

Maria

 Imsilva, pedido aceite!

Tive uma infância feliz e despreocupada o que resultou numa adulta (quase a ter desconto no passe social) feliz, despreocupada e otimista, ou irresponsável, como alguns insistem em chamar-me.

Até aos 40 anos o tempo rolou devagar, sem pressas. De repente, meteu o turbo, dei por mim com 50 anos. O turbo virou velocidade supersónica e virei sexagenária.

Olho para trás, vejo muita coisa boa, muita asneira, é passado, por isso por lá fica.

E assim, entre asneiras, coisas boas, um casamento, 2 filhos e uma neta, olho ao espelho: vejo rugas - resultado de muito riso feliz e sol em demasia - não me incomodam. Cabelos brancos, nada que um bom cabeleireiro não resolva.

Limitações físicas, algumas, já não entro num elétrico em andamento como fazia aos 20 anos, mas também, atualmente, todos têm porta, já não corro para apanhar o autocarro, não faz mal, saio de casa mais cedo.

O mau feitio adoçou.

 Pouco ou nada ligo às críticas não construtivas. 

Faço só o que quero, como quero e quando quero.

Eliminei muitos filtros.

Não me recordo de ter passado por alguma crise de meia-idade, por uma crise existencial, por crise de menopausa. Levo a vida a sorrir, vou ao ginásio, engordo ou emagreço conforme o botão das calças vai avisando, há cerca de 6 meses entrei no mundo dos blogs.

Acho que o saldo é  muito positivo.

As adversidades existem, claro, mas tenho sempre presente uma frase ouvida de uma amiga de Macau “ faz dos grandes problemas problemas e dos problemas, nada.”

 Mesmo sabendo que tenho mais passado que futuro, não deixo de aprender e seguir em frente.

Vivo um dia de cada vez, na nova condição de mulher sexygenária.

21
Jul19

Nada como haver eleições

Maria

Segundo o jornal DN, o Sr Costa promete: 

"Se isto não merece uma revisão constitucional eu não sei o que mereça uma revisão constitucional. Taxativamente, António Costa comprometeu-se hoje com a ideia de uma alteração à Lei Fundamental que permita a criação de tribunais especiais de instrução e julgamento dos casos de violência doméstica.

A promessa foi feita no encerramento da convenção em Lisboa com que o PS aprovou o programa que levará a votos nas próximas eleições legislativas."

Entre 2015 e junho de 2019, 106 mulheres morreram devido à violência doméstica.  Nada foi feito, até então, para "desbanalizar " estas  mortes. 

 De repente, como dizem os brasileiros, " caiu a ficha",  as mulheres têm algum peso no eleitorado,  abriu época de caça. 

Infelizmente, uma iniciativa tardia para as 106 que morreram e ficaram apenas para a estatística.

Realmente, nada como haver eleições....

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